Prontuário digital: como pedir uma cópia dos seus dados

Seu histórico clínico é seu por direito. Entenda como funciona o pedido de exportação e o que a LGPD garante pra você como paciente.

Equipe Hiraki1 min de leitura

Muita gente não sabe, mas o conteúdo do seu prontuário diz respeito a você — e você tem direito de acessá-lo. A LGPD reforçou isso ao classificar dado de saúde como dado sensível e garantir ao titular o direito de saber quais dados uma instituição tem sobre ele e de receber uma cópia.

Na prática, isso significa que você pode pedir ao profissional ou à clínica uma cópia do seu histórico: registros de consultas, resultados de exames anexados, receitas e documentos emitidos. O pedido não precisa de justificativa — mudar de médico, buscar uma segunda opinião ou simplesmente querer guardar seus registros são razões suas, e nenhuma delas precisa ser explicada.

Em sistemas digitais como o Hiraki, esse direito deixa de depender de fotocópia e boa vontade: o histórico já fica organizado no seu portal do paciente — consultas anteriores, documentos e receitas digitais acessíveis quando você precisar —, e a exportação dos seus dados é um mecanismo previsto do sistema, assim como a exclusão, quando aplicável. Vale saber que a exclusão tem limites legítimos: registros clínicos têm prazos de guarda que o profissional é obrigado a cumprir, então alguns dados são mantidos mesmo após o pedido — o que muda é que você sabe disso e mantém acesso ao que é seu.

O resumo é simples: seu histórico clínico não é um favor que te fazem, é um direito que você exerce. E quanto mais organizado ele estiver, melhor cuidado você recebe — porque cada novo profissional que te atende começa sabendo por onde você já passou.