Prontuário compartilhado entre médicos: o que sua clínica precisa decidir antes

Quem vê o quê, de qual paciente, e por quanto tempo. As perguntas de permissão que toda clínica multi-médico precisa responder cedo.

Equipe Hiraki1 min de leitura

O prontuário compartilhado é um dos maiores ganhos de uma clínica multi-médico — o paciente atendido pela colega na semana passada não recomeça do zero hoje — e também uma das maiores fontes de problema quando as regras de acesso ficam implícitas. Dado clínico é dado sensível; “todo mundo vê tudo” não é uma política, é a ausência de uma.

A primeira decisão é o escopo: quem vê o quê, de qual paciente. Todos os médicos da clínica acessam qualquer prontuário, ou apenas os dos pacientes que já atenderam? Especialidades que se apoiam clinicamente podem justificar acesso amplo; um consultório de salas alugadas a profissionais independentes, quase nunca. A segunda decisão é sobre a equipe não-clínica: a secretária agenda e cadastra — mas ela precisa ver a evolução clínica? Na maioria dos desenhos, não.

A terceira decisão é sobre o vínculo e o tempo: o que acontece quando um médico se desliga da clínica — ele leva o histórico dos seus pacientes? A clínica mantém o registro dos atendimentos feitos ali? E quem responde quando o próprio paciente pede seus dados? Essas perguntas parecem distantes até o dia em que deixam de ser, e é muito melhor respondê-las no contrato e na configuração do sistema do que numa disputa.

A regra prática: toda decisão dessas deve existir como permissão configurada, não como combinado de corredor. No Hiraki, o acesso da clínica e de cada secretária ao prontuário faz parte das permissões granulares de cada vínculo, definidas explicitamente — e o acesso a dado sensível fica registrado, o que protege o paciente, o médico e a clínica ao mesmo tempo. Prontuário compartilhado bom é o que compartilha exatamente o que se decidiu compartilhar — nem mais, nem menos.